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segunda-feira, 27 de março de 2017

Chaminés e Símbolos de protecção


A Raia alentejana, a fronteira entre Portugal e España, conserva muito da sua Identidade Cultural. Esta identidade é muito forte no urbanismo e arquitectura dos espectaculares povoados alentejanos. Nos vários elementos que fazem parte do quotidiano: a taberna, o lagar, as fontes, os fornos, as azinhagas ….. os montes.
As casas alentejanas, em quintas ou aldeias, de paredes grossas de taipa reforçadas por gigantes (contrafortes) e por gatos (reforços metálicos); de cantos boleados de tanta vez que foram lavadas (caiadas) de branco para reflectir o calor, com a sua barra também em volta de janelas e portas, o azul da barra afastando os insectos e protegendo o branco; de espectaculares chaminés como elemento central logo ali à entrada das casas.
As chaminés alentejanas podem ser simples ou verdadeiras obras de arte variando muito de forma. Encontramos as quadrangulares mais simples e de construção mais recente; as cilindricas de construção industrial do século XVII e XVII; as chaminés de escuta (rectangulares) surgem em maior quantidade sendo de maiores dimensões, a casa alentejana parece ser construída em volta destas chaminés, são provavelmente a mais típica chaminé alentejana e delas existem histórias desde a Idade Média. As chaminés surgem noutras formas mas menos comuns e derivadas das anteriores.
Na sua Identidade Cultural a Raia alentejana conservou muitas crenças ancestrais, estas reflectem-se na toponímia, nas festas e na simbologia. Encontramos a Ribeira do Lucefécit e o Deus Endovélico no Alandroal, a Pedra dos Namorados em Reguengos de Monsaraz, as Festas da Santa Cruz um pouco por todo o lado e as Chaminés de Ouguela em Campo Maior, só para dar alguns exemplos.
Nas Chaminés encontramos muita decoração e simbologia. Na decoração destaca-se a data em que foi construída ou recuperada; no topo das chaminés temos muitas figuras em cerâmica de animais ou simplesmente uma cantarinha; as decorações geométricas surgem com losangos e triângulos que nos fazem lembrar as decorações das placas de xisto do Megalitismo. Os Símbolos protegem a chaminé em si, a casa e os seus habitantes. São símbolos do cristianismo, com muitas cruzes, vários foram adoptados de outras religiões. Estes surgem em contextos arqueológicos e históricos desde a Pré-história. Destacamos o Pentagrama, a Roseta Hexapétala e a Suástica.
O Pentagrama é um símbolo de protecção muito comum na Raia alentejana, surge em portas, janelas, bancos, fornos, desde a Idade Média. Conhecido por “Cinco Saimão” na Raia que é uma adulteração de “Selo de Salomão”. O Pentagrama era o símbolo que estava no anel com o selo do Rei Salomão de Jerusalém. Provavelmente chegou à Ibéria com os Cavaleiros Templários, que tinham sede em Jerusalém, encontramos muitas cruzes desta ordem associadas a Pentagramas e muitos Pentagramas em edifícios associados ao Templários.
A Roseta Hexapétala é outro símbolo de protecção, surge desde a Idade do Bronze e foi assimilada pela cultura romana. É dos símbolos mais frequentes em contextos da Idade Média. Várias Rosetas Hexapétalas formam a “flor da vida” que encontramos na calçada em frente da Igreja Matriz de Viana do Alentejo.
A Suástica é um símbolo de protecção com origem na Índia e assume várias formas. Os mosaicos romanos têm quase sempre várias Suásticas numa forma que nos deixa más recordações. À forma que surge nas chaminés alentejanas podemos chamar de “Lauburu”, nome dado pelos Bascos e seu símbolo nacional. O “Lauburu” aparece em contextos medievais por exemplo na Igreja Matriz de Juromenha.
Na Vila de Ouguela em Campo Maior temos todos estes símbolos na mesma rua, nas chaminés de duas casas infelizmente em mau estado. Numa encontramos um espectacular Pentagrama e noutra um par de Suásticas e um par de Rosetas Hexapétalas. Encontramos paralelos na Aldeia dos Motrinos em Reguengos de Monsaraz e na Aldeia das Hortinhas no Alandroal. Estes símbolos viajaram de terras distantes através dos tempos e sobreviveram nas chaminés de Ouguela e na Identidade Cultural da Raia Alentejana.

Roseta Hexapátala

Pentagrama
Suástica Lauburu

Chaminé na Vila de Ouguela


Chaminé na Vila de Ouguela

Chaminés na Aldeia de Motrinos

Chaminé na Aldeia das Hortinhas



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Simbolos: Chaminés de Ouguela

Na mesma rua de Ouguela (Campo Maior) encontramos um Pentagrama, Hexapétalas e Suásticas.
Duas chaminés com simbolos milenares de protecção, de vida eterna e de sorte.
A Raia Alentejana conserva tradições ancestrais que desapareceram no resto do Mundo.
ESPECTACULAR





segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Simbolos: Simbolos protegendo Chaminés alentejanas


Suástica


Hexapétala


Suástica na Aldeia dos Motrinos, Reguengos de Monsaraz



Suásticas e Hexapétalas em Ouguela, Campo Maior




Hexapétala na Aldeia dos Motrinos, Reguengos de Monsaraz



Hexapétala na Aldeia da Venda, Alandroal



Hexapétala na Aldeia das Hortinhas, Alandroal


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

sábado, 7 de janeiro de 2017

Simbolos: Calçada da Igreja Matriz de Viana do Alentejo

Dentro do Castelo de Viana do Alentejo encontramos a Igreja Matriz.
Esta Igreja tem uma espectacular porta Manuelina.
Em frente da porta temos uma Calçada à Portuguesa feita de calhaus rolados.
Esta calçada apresenta uma interessante simbologia medieval.
Aqui encontramos uma Suástica Quandrangular, um simbolo de sorte trazido do Oriente.
Encontramos também uma bonita Flôr da Vida feita de Rosetas Hexapétalas, um simbolo de vida eterna.
Nunca sabemos o que estamos a pisar.
Abaixo vista aérea.








domingo, 1 de janeiro de 2017

Simbolos: Suástica na Bandeira de Lisboa

A Suástica é um simbolo milenar que faz parte da várias culturas incluindo a nossa.
Como exemplo apresentamos a bandeira da Cidade de Lisboa.
O fundo da bandeira diz-se gironado ou seja dividido em oito partes iguais triangulares.
Este fundo é uma representação ancestral da suástica.




O fundo da bandeira sem estar dividido por cores.
Pode ser confundido com um tabuleiro de jogo da alquerque dos 3.


A Pedra de Kermaria, artefacto da Proto história francesa com vários tipos de suástica.



Moeda da antiguidade clássica com Suástica


Fraga da Lapa em Mogadouro segundo Sanchez. 
Arte Rupestre portuguesa com Suásticas